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Busca pela Verdade - O que as chamas escondem


Capítulo 2

 O tempo foi passando entre as ruas estreitas e escuras e os passeios junto à estrada iluminados por candeeiros de rua. As escassas luzes acesas dentro das casas desligavam-se uma a uma e a noite escura salpicada de pequenos pontos luminosos no céu mantinha-se longa.

 Os olhos começavam a pesar. Ao passarem por um parque público Luana sugeriu, sentando-se num dos muitos bancos de jardim:

 - Devíamos parar um bocado.

 - Vamos só parar um bocadinho. Só um boca... cadinho... Só... ó... ó... - disse Letícia perdida de sono, acabando por adormecer.

 Ambas dormiram como pedras. Nem os primeiros raios de sol as acordaram. Só já perto do meio dia, quando o sol de 2 de julho brilhava na sua força máxima é que elas abriram os olhos. Os raios luminosos mal as deixavam ver, esfregaram os olhos durante algum tempo.

 - Porque é que está tanto sol? Que horas são? - perguntou Luana.

 Mas ao ver as árvores e o relvado verdejante ao seu redor lembrou-se que já não estavam no orfanato.

 Não tardou muito para a fome despertar. Como estavam num parque com muitas árvores de fruta não foi difícil arranjar alguma comida para quando a fome apertasse.

 Aproximaram-se de uma macieira e apanharam uma maçã para cada uma. Relaxadamente, desfrutaram do pouco que tinham.

 - Não está a ser assim tão mau. - admitiu Luana.

 Letícia sorriu e propôs:

 - Como provavelmente não vamos encontrar muita comida pelo caminho podíamos levar já várias frutas connosco. Ao menos assim não morremos à fome.

 Luana concordou. Precisavam de algum sítio onde pudessem pôr a comida que iam levar. Aproximaram-se de um grupo de pessoas que estava a fazer um piquenique no parque e pediram-lhes sacos.

 A fome era tanta que nem se aperceberam dos olhares críticos que lhes lançavam constantemente.

 Começaram então a encher os sacos com maçãs e laranjas. Inicialmente até estava a ser fácil, mas não havia muita fruta na parte mais acessível da árvore. Felizmente, já estavam habituadas a ter de se desenrascar sozinhas. Para quem já tinha trepado os portões do orfanato não foi difícil subir a uma árvore. Chegaram até a subir às cavalitas uma da outra só para apanhar mais.

 Estava sem dúvida a ser um dia fora do comum, muitíssimo diferente daquilo a que estavam habituadas, mas isso não queria dizer que estivesse a ser mau. Obviamente não era bom estarem sem alojamento, sem os cuidados de higiene necessários e sem uma boa alimentação, mas no fim de tudo estavam juntas, e permanecerem unidas era o mais importante naquele momento!

 A caminhada da noite anterior repetiu-se, mas desta vez por caminhos repletos de pessoas. A dado momento, já perto das sete da noite, enquanto sol do verão ainda iluminava as ruas, Luana perguntou à amiga:

 - Como é que tencionas encontrar a tua irmã, ou irmão?

 - Sinceramente não sei bem. Só sei que vou fazer todos os possíveis e impossíveis para encontrar a minha família!

 Depois de andarem um pouco Luana teve uma ideia:

 - Podíamos procurar noutros orfanatos!

 - Que ótima ideia! Perguntamos às pessoas indicações e vamos um a um, procurar em todos os orfanatos!

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